sábado, 8 de janeiro de 2011

Felicidade é

arriscar. É matar o tempo arremessando argolas em um pote de vidro vazio, tentando fazer com que o mesmo transborde e assim permaneça, pelo máximo de tempo que conseguirmos. É tentar abstrair os demônios que nos perseguem, e enxergar a luz onde as pedras já alcançaram as luminárias de teto. Felicidade pode ser branca, preta, azul, roxa, só depende de nós mesmos pintarmos como quisermos. É sentimento que se exige, mas que geralmente não fazemos por onde. Nos acomodamos em nossos sofás, e esperamos que em um belo dia, este venha a bater na nossa porta, de maneira incessante, arrombando, nos trazendo conforto e paz de espírito. De fato, não há mapa para encontrar tal tesouro, mas geralmente, a felicidade que procuramos está tão perto e tão óbvia, que acabamos a ignorando e achando que devemos procurá-la em locais úmidos e de difícil acesso.

2 comentários:

Leo Quidoss disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leonardo Quirino disse...

Eu acredito que nós somos a felicidade. Sim, nós! Em todas as suas ramificações, em todos os seus significados... em todas as suas intensidades, nós somos a felicidade.
Fato é, parece que por vezes buscando espaço entre o 'eu' e a alma dentro do corpo físico, deixamos por vezes de senti-la pulsando no mesmo ritmo do coração com toda a sua sentimentalidade. Mas sempre estamos sonhando com coisas demais, entregando-se muito para todo e qualquer estilo de vida, fracos demais para trocar idéias por outras, para aceitarmos certas condições e revertê-las de outras formas, assim sendo a felicidade vem pequena, vem em pequenas doses, como no gozo, rápida, fugaz e se torna uma felicidade nem tão feliz assim.
Só que é só acordarmos mais uma vez que já estamos dispostos a sermos felizes de novo.