domingo, 6 de setembro de 2009

quase um ano de melancolia

Mês que vem, vai fazer um ano que eu escrevo meus sentimentos em uma página de internet. Não é quase nada inventado. Cada palavra, cada texto está ligado a uma fase ruim da minha vida, a uma pessoa que passou e deixou os piores rastros, que apesar de dolorosos me fizeram aprender muita em coisa em um curto espaço de tempo, e me sinto um pouco feliz em ter aprendido tanto, embora tenha sido da maneira menos convencional. Tenho que ser sincero comigo mesmo, aprender doeu, e doeu demais. Eu sou otimista, embora seja bastante difícil. Mas quando faço um balanço geral entre, os fatos que me fizeram sorrir e os fatos que me fizeram querer sumir, o resultado não é bem animador. E isso eu vejo claramente relendo os meus textos desde outubro do ano passado. Sim, tive momentos felizes que não expus aqui no blog, e talvez por isso esta página esteja tão carregada de tristeza, medo e de pouca esperança, é pouca, mas ainda existe, e vou tentar deixá-la acesa, assim como uma vela. Eu sei, seria muito cedo para pensar em desistir, aliás, a palavra "desistir" nem deveria existir, seja lá qual for a situação, mas na teoria tudo fica mais fácil e suave, não é? Eu espero que algum dia, em mais um ano escrevendo aqui nesse muro de desabafo virtual, eu escreva algo que eu me orgulhe de escrever. Desculpa se espanto leitores daqui por causa das minhas histórias, dos meus textos sempre tão melancólicas, mas eu fiz um blog com intuito de falar de mim, e infelizmente, é assim que minha vida está caminhando. Não queria criar histórias contentes me envolvendo, isso só criaria uma ilusão provisória de que uma felicidade fantasma na minha vida. O máximo que conseguia me aproximar de um momento de felicidade, foi quando eu conheci a esperança. Ela me mostrava caminhos, pessoas, e eu ia acreditando.. e quando eu estava prestes a enxergar a tão famosa "luz no final do túnel", um buraco se abria entre os meus pés, e eu voltava ao início, sem saber se a culpa tinha sido minha, da outra pessoa, ou se estavam brincando comigo mesmo, vai saber. Enfim.. TUDO pode acontecer, vou apostar minhas moedas nesse "tudo" e ver no que vai dar. Tenho algo a perder? Não.

2 comentários:

Rodrigo disse...

É, João, somos seres repletos de feridas... mas como você mesmo disse nesse post, aprendemos de modo não tão convencional algumas coisas positivas com as dores... Desde ontem li bastante seu blog, você escreve muito bem! E quando lançar o livro, avise, ok? Eu também estou retomando um livro que iniciei em novembro de 2007... acho que agora tenho condições psicológicas de terminá-lo...rs, acho que é mais difícil quando escrevemos de nós mesmos, não é verdade? (rs)
Abraço

Y a s h a disse...

Nem só de alegria se vive o homem, moço. :)

Sabe? Gostei daqui. Gostei mesmo. Independente de melancolia, eu gosto de quem escreve com a alma, de quem não tem medo de se expor, de falar de seus sentimentos, de seus medos, e afastá-los (um pouquinho de seja) de si.

"Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída."

E sabe a tal "luz no fim do túnel"? Às vezes é assim mesmo, quando estamos perto de alcançá-las, no desviamos. Mas são os nossos escudos, moço. O nosso medo de ter tudo ali na mão e não saber o que fazer.

Me identifiquei de verdade com isso aqui, apesar de só ter lido esse texto e o primeiro, mas me identifiquei bastante relacionado ao que escrevo, me lembrei muito dos meus textos, e espero que receba uma visita sua em breve e que não perca isso aqui de vista.

Que venham anos e mais anos de folhas e rabiscos, e que no meio do caminho possam brotar felicidades na sua vida, nem que seja no fim da luz do fim do túnel. :*