sexta-feira, 5 de novembro de 2010

eu avisei, não bebe desse cálice que o líquido não é puro. não come desse pão, ele já está aí há dias, manhãs, sol e chuva. eu avisei para ela não deitar, não ouvir, mas já era tarde. ela já estava encantada. os olhos brilhando  no espelho, o cabelo arrumado de um jeito, tão envolvente, tão... ah, ela estava fraca. dava de ver nos olhos. sentir na pele. eu avisei para ela que não seria fácil. era caminho de espinhos, pouca água, desgastante. cuidar de si já dá um trabalho, ser responsável pela felicidade alheia é não dormir mais, é ficar ali... vivendo de dependências, definindo tudo como uma droga, que vicia, e que mata se você não souber dosar. eu te disse, tenho experiência suficiente para te dizer que o pior que você podia ter feito era se apaixonar desse jeito.

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