segunda-feira, 1 de junho de 2009

felicidade diluída.

Quem acha que o tempo é longo para quem não sabe aproveitar a vida, se engana totalmente. Quanto mais o tédio me consome, as horas passam cada vez mais rápido, e os dias parecem não ter mais 24horas. Nunca tive essa sensação de que o tempo não passava, antes de trocarmos nossas primeiras palavras não ensaiadas. Sem roteiros, tudo no improviso. Eu achando graça das suas piadas clichês, aquele silêncio que ecoava quando não tínhamos mais assunto, a vontade de abraçar, beijar, gritar. Cada momento ao teu lado, mesmo quando não existiam palavras, só olhares, eram eternos, e só terminavam porque o destino interrompia. Mas nada é como a gente quer, nunca vai ser. Em um momento você consegue andar com seus próprios pés, e cinco minutos depois deseja de todo coração que aquela pessoa te segure a mão, alegando que sem ela não dá para continuar. Não, eu não dependo de ninguém. Sempre morri e revivi diversas vezes, até quando achava que eu estava totalmente perdido, eu consegui me livrar de todo aquela tristeza que por pouco não me consumiu por completo. Porém, ninguém nunca tá satisfeito. Alguém por trás de tudo isso, deve usar as pessoas para me ensinarem lições das piores maneiras possíveis. De fato, bens materiais não significam felicidade. Morar em uma casa bacana, ter um quarto só seu, trabalhar e desfrutar do seu próprio dinheiro, um computador no seu quarto, a chave de casa, uma carteira de motorista, tudo.. é só um prêmio de consolação para quem não teve sorte com os outros "artefatos" da vida. É íncrivel como as pessoas tem o poder de aparecer e desaparecer na minha vida sem dar explicações. Então, quer dizer que eu não posso controlar NADA? Nem quem entra e quem sai da minha vida? Será que eu não mereço algumas respostas? Talvez deve ser porque eu mantenho meu coração sempre com a porta aberta, nunca o tranquei, tenho medo de fazê-lo e nunca mais conseguir acertar abrir denovo. Medo de conseguir congelar meus sentimentos devido o egoísmo das outras pessoas, e nunca mais conseguir chorar denovo. Medo de conseguir deixar de sorrir. Será que eu devo me manter acessível para tudo e todos, continuar correndo o risco de ser atingido por balas, ser perfurado, sangrar, e toda vez eu ter que me reeguer denovo? Quantas vezes a gente precisa morrer para poder ganhar alguns momentos felizes como premiação? Alguém sabe me responder?

Um comentário:

Kesy disse...

Eu não sei responder...

só sei dizer que o que vc sente é o que muitas pessoas tbm estão sentindo...

Eu costumo pensar que em algum momento a gente scolheu... tipo, entre duas alternativas:
1- vc vai sofrer poucas vezes, mas no entanto não vai ser plenamento feliz em momento algum.
2- vc vai sofrer várias vezes... mas vai encontrar a felicidade plena em vários momentos...

e eu acho que a maioria de nós escolhe a segunda opção... eu acho que foi a que eu escolhi... e agora eu tô num momento péssimo, completamente decepcionada e entristecida, mas tô tentando usar a teoria playmobil (sorria sempre, como os bonequinhos da playmobil rssss) e manter a esperança de que a felicidade plena vai chegar!!!

Beijos e sorte na vida!
;)